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Ó Cidade da Luz! Perpétua fonte 
De tão nítida e virgem claridade, 
Que parece ilusão, sendo verdade, 
Que o sol aqui feneça e não desponte... 

Embandeira-se em chamas o horizonte: 
Um fulgor áureo e róseo tudo invade: 
São mil os panoramas da Cidade, 
Surge um novo mirante em cada monte. 

Ó Luz ocidental, mais que a do Oriente 
Leve, esmaltada, pura e transparente, 
Claro azulejo, madrugada infinda! 

E és, ao sol que te exalta e te coroa, 
— Loira, morena, multicor Lisboa! — 
Tão pagã, tão cristã, tão moira ainda... 

Alberto de Oliveira